Quando você pensa em Pixar, qual a primeira coisa que vem à sua cabeça? Woody, Buzz ou Nemo!? Não estou aqui querendo desprezar qualquer uma das nove obras-prima dessa gigante da animação. Os Incríveis, Monstros S.A, Carros, Vida de Inseto são longas fantásticos de uma genialidade única, porém quando penso em um deles não dou atenção a um personagem em específico, e sim ao filme como um todo. Já com Toy Story, Nemo, Ratatouille e agora Wall-E, a situação é diferente. Os personagens são dotados de um incrível carisma, que dá aquela carimbada na tua cabeça!
O que faz de Wall-E um filme tão especial, e porque não, épico, é o próprio robô. Confesso que com a divulgação das várias imagens e mini-videos do filme, fiquei com um pé atrás, apesar da grande expectativa, pois Wall-E parecia ser um personagem todo meloso com aqueles olhos a la Johnny 5 - de robozinho chorão. Mas eu me enganei, e fico feliz por isso. Wall-E, com toda sua pureza e ingenuidade, não é um personagem chorão, é alguém solitário(apesar da pequena e imbatível barata). Ele também é determinado com sua tarefa de recolher e compactar todo o lixo do planeta Terra, além de ter uma coleção interminável de sounvenirs encontrados durante seu trabalho.
A rotina de Wall-E muda quando a temperamental robozinha Eva chega a Terra. Essa é uma das melhores sequências do filme. Desde a primeira aproximação que ele tenta com a robô, até aquele momento beeem criança. Não entendeu? Lembra da época que você era criança, e quando chegava alguém que você gostava e ia correndo mostrar seus brinquedos!? É, algo bem parecido o que acontece aqui. Na pureza de uma criança, Wall-E tenta de todas as formas conquistar Eva, desde ensaiar o que vai dizer(Isso parece muito mais engraçado quando só se diz uma palavra!) até tentar pegar, timidamente, na mão dela.
Muitas críticas têm insinuado que Wall-E é o Charles Chaplin da animação, pois eu o afirmo com convicção. Durante metade do filme, você não precisa de palavra alguma para entender e sentir a magia do personagem e de suas atitudes. E assim como o Bigode de chapeleta, a animação também tem sua crítica social e uma mensagem moral: a da preservação do meio-ambiente e a possível coexistência pacífica entre humanos e máquinas.
Assim como os heróis da primeira animação da Pixar, Woody e Buzz, Wall-E torna-se referência e um ícone da empresa, não é a toa que ele é idealizado mesmo antes de Toy Story, porém só agora o projeto ganhou vida. Wall-E é aquele tipo de filme pra se ver como criança: em loop, de 2 a 3 vezes seguidas, no sofá segurando o boneco do robozinho numa mão e a caixa de DVD na outra.
Posts Relacionados
Post Sobre
Cinema