Doom 3, um clássico do medo

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Fazia um bom tempo que eu não jogava nada no computador depois de ter comprado um Xbox360. Video-game esse que tem me tirado um bom tempo e desgastado sensivelmente minha vida social. Mas nos momentos de ócio entre uma navegada e outra na internet pensei em algum game para matar esse tempo e a preguiça de me locomover até a sala para ligar o 360, eu preciso de algum game no pc, de preferência um FPS dos bons. Dae veio a Luz, que muito falta durante o jogo, Doom 3.

Com lançamento em 2004 e desenvolvido pela ID Software, mesma softhouse do pioneiro Wolfstein 3D e do clássico Quake, Doom 3 chegava como reboot da franquia, que até então possuia 2 games feitos em 2D com ambientação 3D (Doom e Doom II). A recepção foi muito boa por grande parte dos fãs, já que o game vendeu pelo globo mais de 3 milhões de cópias e obteve ótimas críticas de sites especializados.

A história começa com você, um agente sem nome, chegando a Marte para fazer parte de uma expedição de pesquisas do planeta vermelho. Sua primeira missão é sair a procura de um cientista que se perdeu em uma das instalações de pesquisa da estação que tem como principal estudo o tele-transporte. Porém durante esse resgate, a estação é tomada por uma onda que transforma muitos dos soldados em algum tipo de zumbis, e vários monstros que literalmente saíram do inferno. Isso mesmo, o portão do inferno se abriu em Marte. Sua missão então passa a ser descobrir como isso aconteceu e como fechar a maldita passagem.

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Deixando de lado a avaliação técnica de gráficos, som e jogabilidade que aliás não são nem um pouco datadas, o que eu quero realmente destacar é a ambientação e imersão que o jogo proporciona. Esses dois fatores são essenciais para a principal proposta, o medo. O game é essencialmente escuro na maioria das salas e corredores da estação espacial, e quando não, algum curto-circuito em algum momento crucial dá conta do recado. O que agrava mais ainda a situação é fato do jogador não conseguir usar a lanterna e a arma ao mesmo tempo, tendo que optar pela segurança ou pela visão, fato que poderia ser facilmente contornado adicionado uma lanterna às armas, mas não teria o mesmo efeito de inseguraça. Analisando bem, isso funciona mais como uma qualidade do que como uma falha.

O suspense e o susto também estão presentes. O design das fases foi feito sob medida para aparições surpresa de monstros antigos(muitos ganharam uma roupagem nova de Doom II) e novos, seja saindo do chão, de dutos de ventilação, atrás de caixas ou até mesmo próximo de suprimentos. Em qualquer área de uma sala ou ambiente você estará sujeito a saltar da cadeira em um susto inesperado, por mais que você tenha plena noção do que possa acontecer. Toda a atmosfera criada através do escuro, sustos e suspense faz o jogador atingir níveis altíssimos de tensão, do tipo de pensar duas vezes antes de abrir a porta de alguma sala sem saber o que espera do outro lado.

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Apesar ainda de muitos fãs apontarem o jogo como sendo apenas um Doom II com melhores gráficos, pois ainda fica preso na jogabilidade de matar todos os monstros e achar cartões para abrir portas – , é preciso ver que esse nunca foi o foco da franquia, ter puzzles complexos e estratégia, e sim atirar em tudo que se mexe.

Doom 3 é sem dúvida um dos melhores survival horror da geração passada(E porque não, da atual?). Agradou a maioria dos fãs e conquistou outros novos. O game cumpre, e muito bem devo dizer, o papel de causar medo nos jogadores. A dica é jogar no escuro do seu quarto com fones para mergulhar fundo nas portas do inferno. No final das contas Doom 3 é o motivador de coragem que eu preciso para sair correndo do quarto e ligar meu Xbox360.

Requerimentos Mínimos (PC):

CPU: 1.5 GHz
RAM: 384 MB
Video: 64 MB video card



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