Os dez momentos mais influentes da década na internet.

O site Webby Awards divulgou nesta quarta-feira (18) uma lista com os dez momentos mais influentes da década na internet. Englobando o período de 2000 até 2009, a organização elegeu acontecimentos marcantes como o lançamento do serviço da Wikipédia, o fechamento do Napster e a chegada do iPhone.

webbyawards

Fundado em 2006 e intitulado como “a maior premiação da internet” pelo New York Times, o Webby Awards já está em sua 13ª edição e recebeu 10 mil votos dos Estados Unidos e mais 60 países, segundo os organizadores.
“A internet é a história da década porque foi um catalisador de mudança não somente em cada aspecto de nossa vida cotidiana, mas em tudo, do comércio às comunicações, da política à cultura pop”, disse David-Michel Davies, diretor executivo da organização, em comunicado.

Os dez momentos mais influentes na internet da década, segundo o Webby Awards:

- O Craiglist expande para além de San Fransico (2000)

O site de classificados deixou de ser exclusivo de apenas uma cidade e chegou a mais nove municípios norte-americanos. Hoje, a página oferece serviços de mais de 500 cidades em 50 países.

- Lançamento do Google AdWords (2000)

Com o lançamento do serviço em outubro desse ano, o Google abriu o mercado para qualquer tipo de negócio na internet, permitindo propagandas direcionadas precisamente para consumidores.

- Lançamento da Wikipédia (2001)

A enciclopédia comunitária virtual acabou o ano de estreia com 20 mil artigos em 18 idiomas. Hoje, a Wikipédia possui mais de 14 milhões de artigos em 271 línguas.

- Fechamento do Napster (2001)

O programa de compartilhamento de músicas, febre na virada do século, foi obrigado a encerrar as atividades após briga com a associação da indústria fonográfica norte-americana (RIAA). Influenciou o modo como consumimos música e vídeo, do iTunes ao esquema de distribuição livre do álbum “In Rainbows”, da banda britânica Radiohead.

- Abertura de capital do Google (2004)

Na manhã do dia 19 de agosto desse ano, a empresa vendeu 22,5 milhões de ações. Foi uma das maiores aberturas da história e colocou o motor de buscas (então com seis anos) entre as empresas mais influentes da década.

- Revolução do vídeo online (2004)

Com o melhor acesso à banda larga, câmeras digitais baratas e um bom uso do player de vídeo Flash 9, da Adobe, o YouTube inaugurou uma revolução na maneira de assistir a vídeos. Junto com a facilidade de assistir a clipes e trechos de programas de TV (muitas vezes postados de maneira ilegal), vieram as febres, como o vídeo que mostra a junção da bala Mentos com a coca-Cola Diet e, no Brasil, os casos policiais de Caruaru (como Jeremias José e o idoso que não queria pagar uma prostituta), Tapa na Pantera e o Sanduíche-iche-iche.

- Facebook abre para estudantes não-universitários e o Twitter se impõe (2006)

Em setembro de 2006, o Facebook, uma rede social exclusiva de universitários, passou a incluir qualquer um acima dos 13 anos e com um e-mail válido. Com a fama repentina, surgiu outra rede menos de um mês depois: os criadores do Twitter compraram uma empresa para poderem fazer o mesmo caminho em 2007. Ambos os sites disputam atualmente a preferência dos usuários no mundo todo.

- A estreia do iPhone (2007)

Lançado em 29 de junho de 2007, o smartphone da Apple vendeu meio milhão de unidades em uma semana e foi elevado ao status de gadget necessário. O iPhone inspirou o desenvolvimento de sistemas operacionais como o Google Android, além de aplicativos para tudo. Na próxima década, é estimado que 1 bilhão de usuários passem a utilizar a internet pela primeira vez em dispositivos móveis.

- A campanha presidencial dos EUA (2008)

“A internet alterou a política presidencial em 2008 tanto quanto a televisão o fez 40 anos antes com a corrida entre John F. Kennedy e Richard Nixon”, diz o comunicado do Webby Awards. Vídeos como o da “Obama Girl” no YouTube e blogs políticos provocaram uma grande mobilização social nos Estados Unidos.

- Protestos contra a eleição presidencial iraniana (2009)

Os resultados das eleições no Irã neste ano foram considerados mais do que duvidosos, gerando a “Revolução do Twitter”. Tão vital para ter acesso aos registros não-censurados de cidadãos que denunciavam e protestavam contra as ações do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o microblog precisou adiar uma manutenção agendada nos servidores a pedido do governo norte-americano.

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fonte: band

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