Salão Internacional do Automóvel São Paulo – História

fontes: http://pt.wikipedia.org

Aqui estão listada as edições mais importântes do Salão Internacional do Automóvel (Diretor: Evaristo Nascimento), bem como um rápida referência ao criador do Evento, Dr. Caio de Alcântara Machado, ex-presidente da Alcantara Machado Feiras de Negócios.

Histórico do Salão:

1960: Em 25 de novembro de 1960, Caio de Alcântara Machado realizou a primeira mostra. Por conta dessa ousadia nascia o Salão do Automóvel, responsável por alguns dos melhores momentos da nossa indústria automobilística.

1964: O salão foi realizado sobre o governo militar. As grande vedetes da edição foram o protótipo esportivo Capeta e o Aero Wyllis – ambos da Wyllis Overland – e o 4200GT da Brasinca.

1970: Um pavilhão de proporções inimagináveis era o que reservava Caio de Alcantara Machado para essa mostra: 62milm². Era a época do milagre econômico e Chrysler, Volkswagen e Ford haviam assumido a Simca, DKW, e Wyllis, respectivamente.

1976: Os 20 anos da indústria automobilística mostraram a chegada da Fiat, com o 147, ao país. O mercado começava a ser redigido pelas “quatro grandes”: Ford, General Motors, Volkswagen e a recém-chegada Fiat.

1981: Em 1980, teve início uma série de salões com pouco brilho, em função da crise que se instalava no Brasil. O público precisou se contentar com uns poucos modelos fora de série, motocicletas, lanchas e veleiros.

1986: O Plano Cruzado ditou as regras dessa edição. Por sua conta, a indústria automobilística nacional resolveu não participar do evento. Mais uma vez venceu a criatividade de Caio de Alcantara Machado. Ele foi ao exterior e trouxe 59 carros de Primeiro Mundo. Sucesso, mesmo na crise. Foi mostrado também, o primeiro carro do Brasil a não utilizar o carburador (carros atuais não usam carburador).

1992: A abertura das importações procedida em 1990 permitiu que, finalmente, passássemos a conviver com o que de mais moderno havia no mundo. Tínhamos Audi, Jaguar, BMW, Mercedes e muitos outros modelos que encheram os olhos do público presente.

1996: O destaque nesse ano foi a chegada das coreanas Kia e Asia, que juntando-se aos demais expositores foi pródigo em número de expositores.

2000: Quarenta anos de salão. A frota nacional dos veículos em circulação pulou dos 700 mil iniciais para 20 milhões. A Peugeot mostrou o 206, modelo que ainda seria fabricado, a Ford trouxe o inusitado Focus, a Volkswagen o Bora e a Fiat apresentou a nova família Palio. A Kia mostrou o Besta na forma de um robô e causou filas imensas para ser visto.

2004: A 23ª edição mostrou uma indústria consolidada. O público está mais informado e consciente e é clara a “invasão” de frequentadores de toda a América Latina. Com a estabilidade econômica, esse foi um dos momentos mais significativos do automobilismo nacional.

2006: A última edição mostrou como principal, os carros-conceito, como o elegante Fine-T. Também aconteceu a polêmica apreensão dos 6 carros da Lamborghini e estréia dos primeiros carros chineses da marca Chana a desembarcar no Brasil. O público também foi recorde. Estima-se que 600 mil pessoas passaram no Pavilhão do Anhembi para apreciar as novidades do mundo automobilístico.

2008: Primeira edição do Salão a ser realizada pela Join Venture Reed Exhibitions Alcantara Machado, constituida entre o final de 2007 e início de 2008 e formalizada apenas no início de 2008. Será a maior edição do evento até o momento constando com mais de 450 mil veículos, alem de acessórios e eventos culturais.

Caio de Alcântara Machado:

Formado em Direito pela USP, ajudava o seu pai nas Lojas Assunção, que vendia rádios e vitrolas. Fazia o programa Parada de Sucessos na rádio antiga rádio Excelsior. Em 1956 desligou-se dos negócios da familía e fundou a primeira agência de publicidade de capital totalmente brasileiro; a Alcântara Machado Publicidade, atual AlmapBBDO. Dr. Caio ouviu falar, pela primeira vez, em feira industrial em uma viagem que fez a Nova York e por sugestão de seu amigo Charles Snitow, empresário norte-americano, resolve trazer estas para o Brasil e em 1958, inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek, ocorre a primeira edição da feira Textil FENIT (Autal Diretor: Eduardo Sanovicz).

Dr. Caio foi associado de Octavio Frias no semanário Folha de São Paulo até 1961. O Pavilhão Internacional começou a ficar pequeno para as feiras. Foi então escolhido um terreno às margens do rio Tietê, que teria, no futuro, estações do metrô e rodoviária próximas e também aeroportos. Foi feito um projeto contendo dois pavilhões de exposições, Palácio das Convenções, hotel da marca Holiday Inn (para atender ao turismo de negócios). As obras foram paradas em 1972. Só ficando o Palácio das Convenções pronto. Este complexo de construções se chamaria Centro Interamericano de Feiras e Salões, mais conhecido, hoje, como Centro de Convenções Anhembi.

Em 1997, a Alcantara Machado feiras de negócios foi “divida” entre os diretores, ficando Dr. Jose Rafael Guagliardi (sobre circunstâncias suspeitas) como maior acionista da empresa. Em 2001, Dr. Caio é homenageado pela Sociedade Rosas de Ouro com o Samba-Enredo, Quem pantou o palco, hoje é o espetáculo.

Caio de Alcantara Machado iniciou, inspirou e continua inspirando muito as coisas, mesmo depois de seu falecimento em 2003, pessoas como Dr. Evaristo Nascimento, diretor do Salão do Automóvel, Dr. Anselmo Martins, diretor de operações de todos os eventos da antiga Alcantara Machado e da atual Reed Exhibitions Alcantara Machado continuam os trabalhos de eventos e feiras de negócios com total competência e comprometimento, da mesma forma como era com Caio.

Uma Resposta para “Salão Internacional do Automóvel São Paulo – História”

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